O evento, marcado por um apelo à preservação dos valores do Isslam, contou com as intervenções do Sheikh Nuro Mecupa, Sheikh Yussuf Ruva e Sheikh Abdul Rahman Said. Os discursos centraram-se na importância da figura materna na educação, na necessidade de integrar os jovens nas instituições religiosas e na devoção exclusiva a Allah perante as adversidades da vida.
A abrir as reflexões, o Sheikh Nuro Mecupa dedicou a sua mensagem ao papel fundamental das mulheres e das mães na formação de grandes estudiosos do Alcorão. Recordando o percurso de figuras históricas do Isslam, o sheikh sublinhou que o sucesso destes sábios se deveu ao sacrifício e acompanhamento constante das suas mães.
“A primeira educadora de todo álimo, de todo hafiz é a mãe. A mãe é que vai ouvir o sabaque da criança, é a mãe que vai ter tempo de dizer tudo e é ela que vai dar todo incentivo”, destacou.
O Sheikh deixou ainda um conselho aos homens presentes, instando-os a priorizarem os valores religiosos na escolha das suas esposas, uma vez que elas serão as principais professoras das crianças dentro de casa.
No seguimento, o Sheikh Yussuf Ruva valorizou o esforço dos presentes por dedicarem uma manhã de segunda-feira à aprendizagem da religião, lembrando que a qualidade da fé supera a quantidade.
Sheikh Ruva alertou os pais para a urgência de manterem os filhos ligados às madrassas e mesquitas, especialmente perante as incertezas do mundo actual, para garantir que as futuras gerações não percam o rumo.
“Se uma criança dentro de uma família muçulmana não pisa na madrassa, não pisa na mesquita, no dia em que vocês mais velhos desaparecem deste dunia… qual será a situação dos vossos filhos?”, questionou, frisando que encaminhar os jovens para a religião é a melhor herança que se pode deixar.
A encerrar as palestras, o Sheikh Abdul Rahman Said trouxe uma mensagem de resiliência espiritual fundamentada na Suratul Fatiha, lembrando que a adoração e o pedido de socorro devem ser direccionados unicamente a Deus.
O líder religioso chamou a atenção para o erro comum de ceder ao desespero e recorrer a práticas supersticiosas ou curandeiros em momentos de doença ou infortúnio familiar.
“Nós pensamos em recorrer àquelas velhas ou velhos que estão lá nas palhotas que é para procurar saber o que está acontecendo com a nossa vida (…) e esquecemos que quem está em primeiro lugar é Allah”, advertiu.

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