Em um gesto de solidariedade e respeito inter-religioso, o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, manifestou veementemente seu repúdio à crescente onda de intolerância e retórica antimuçulmana.

O pronunciamento ocorreu durante o evento multirreligioso “Muitas Crenças, Uma Flórida”. Perante uma plateia diversificada, o ex-líder norte-americano recorreu aos ensinamentos do Alcorão Sagrado para defender a coexistência pacífica e a liberdade de culto.

Durante seu discurso, Clinton expressou indignação com a islamofobia persistente e a marginalização vivida por comunidades muçulmanas em diversas partes do globo.

“Estou cansado de pessoas denegrindo muçulmanos por serem muçulmanos”, declarou o ex-presidente, desabafando sobre o impacto nocivo das narrativas que alimentam o preconceito e o estigma contra os seguidores do Isslam.

Para ilustrar a necessidade de respeito mútuo, Clinton citou um trecho marcante da Surata Al-Hujurat, 49:13, ressaltando que a diversidade humana é uma disposição divina destinada ao entendimento, e não ao conflito.

O ex-presidente relembrou ainda um momento pessoal ao mencionar que foi sua filha, Chelsea Clinton, quem o incentivou a ler a Escritura Sagrada quando ela tinha apenas 15 anos de idade.

Na ocasião, Chelsea o ensinou que as diferenças de fé e de cultura devem actuar como pontes para o aprendizado e a aproximação, e jamais como pretexto para hostilidade ou divisão.

Reafirmando os valores humanistas presentes na mensagem alcorânica, Bill Clinton insistiu que as sociedades contemporâneas devem enxergar a pluralidade cultural como uma oportunidade para fortalecer laços comunitários e promover a cooperação interpessoal.

Ele reiterou que todas as pessoas têm o direito fundamental de praticar seus ritos religiosos com dignidade e em total segurança, livres de incitações ao ódio ou de qualquer forma de discriminação.