Na ocasião, o Chefe do Estado apelou ao diálogo e à procura de consensos na revisão da proposta de Lei da Liberdade Religiosa e de Culto, informando que a mesma já foi remetida à Assembleia da República após um processo de auscultação pública.

Durante a sua intervenção, o Presidente da República destacou e reconheceu, neste contexto, o papel fundamental das confissões religiosas na formação moral dos cidadãos.

O estadista sublinhou que os ensinamentos de fé têm a capacidade de chegar a comunidades e esferas sociais onde, muitas vezes, a intervenção do Estado não consegue chegar de forma directa.

“Ser religioso deve ser incompatível com corrupção, com violência, com ódio, com intolerância e discriminação”, afirmou o Chefe do Estado, apelando a que cada espaço de culto, incluindo, se converta numa autêntica “escola de cidadania” baseada na ética e na responsabilidade.

Para o Presidente, a transformação da sociedade transcende a simples resposta institucional e exige uma profunda mudança interior, afirmando que “a nossa missão tem que ser transformar a consciência humana”.

Segundo o governante, os líderes religiosos assumem assim a missão de serem “educadores de consciências humanas; construtores de esperança do povo moçambicano; promotores da paz e da reconciliação”.

Acautelando a preservação da liberdade de crença no país, Daniel Chapo reiterou o princípio de separação entre o Estado e a religião, mas deixou uma garantia para todas as comunidades de fé ao frisar que “separação não significa indiferença. Laicidade não significa hostilidade à religião”.

A concluir o seu discurso, num apelo em prol do bem comum da nação, instou à união entre famílias, comunidades e o Estado, declarando que “Moçambique está e estará sempre em primeiro lugar”.