Para os peregrinos que pisaram o solo sagrado de Makkah e Madina, a experiência deixou marcas permanentes nos corações.

O peregrino Issmail da Silva expressou a sua devoção e gratidão divina ao fazer o balanço da viagem.

“Esta jornada do Hajj faz parte de um pilar fundamental do Isslam e a sensação é inexplicável. Até as palavras faltam para descrever, mas foi muito bom, Graças a Allah”, disse o entrevistando suplicando a Allah que leve mais muçulmanos moçambicanos para visitar a casa Dele.

Na mesma linha de entusiasmo, o peregrino Vinote destacou a sacralidade daquela terra e a realização de regressar a casa com o dever cumprido.

“Foi uma excelente jornada e dizer que onde fomos é um lugar onde todo muçulmano deve ter aquela intenção de chegar. É uma boa terra, sagrada, e todos devem ver com os seus próprios olhos. Graças a Allah já realizámos o Hajj e hoje chegámos na nossa terra”, comentou.

A liderança espiritual e a logística da comitiva estiveram sob a responsabilidade do Maulana Ilyaas Seedat, que serviu como líder dos peregrinos desse grupo.

O Maulana explicou que as dinâmicas e a organização do evento na Arábia Saudita têm melhorado a cada edição.

“A avaliação que faço é que sempre, cada ano, é uma experiência completamente diferente, mas com a ajuda de Allah a organização na Arábia Saudita, vai tentando melhorar e facilitar”, apontou.

O líder partilhou ainda que, apesar de o grupo ser maior este ano, a viagem correu de forma fluida, embora tenha sido marcada por uma nota de luto no encerramento.

“O grupo deste ano era maior, mas graças a Allah, foi fácil. E todos voltámos completos, excepto uma pessoa que acabou falecendo em Makkah”, lembrou.

O peregrino falecido trata-se de Ali Mamade, vítima de doença em solo sagrado. Num gesto de solidariedade e irmandade que emocionou os presentes durante o desembarque, as mulheres do Gabinete Feminino do Conselho Islâmico de Moçambique estiveram no local para prestar apoio emocional e amparar a viúva do falecido, Olga Assunção.