Segundo a coordenação, o processo logístico foi um sucesso e decorreu com total tranquilidade. “Contamos com a ajuda dos nossos patrocinadores. E já temos uma equipa aqui no Maputo, de protocolos, até mesmo da organização. Então, foi fácil, foi pacífico. Correu tudo bem”, explicou a Dra. Mariamo Aly Hassane, coordenadora do programa em Maputo.

A responsável referiu ainda que, embora a meta inicial estivesse fixada nos 500 brindes, a adesão superou as expectativas. “Nós temos mais ou menos 55 mesquitas. E pelo que nós contamos, contamos com 500 crianças. Vamos ver no final porque temos 500 brindes, mas acredito que tem mais crianças. O nosso propósito era esse mesmo, juntar mais crianças”, revelou.

A grande inovação desta edição foi a escolha do tipo de apoio oferecido, priorizando a educação em detrimento de ofertas meramente recreativas.

“Desta vez aqui no Maputo, conseguimos angariar brindes de material de escola. Vamos oferecer cadernos, porque geralmente temos dado doces, reboçados, bolachas, mas decidimos que nós mudarmos um bocadinho o cenário, e as crianças saírem daqui com algo que possa mudar a vida deles, até mesmo ajudar naquilo que é o projecto delas de escola”, avançou.

Apesar do balanço positivo em Maputo, na Beira e em Nampula, o programa enfrenta grandes desafios para alcançar uma cobertura verdadeiramente nacional devido à falta de recursos noutras regiões.

A Dra. Mariamo Aly Hassane aproveitou a oportunidade para lançar um forte apelo à responsabilidade social e à solidariedade, especialmente do sector empresarial. “O propósito desse projecto é fazer com que todas as províncias consigam proporcionar para essas crianças órfãs uma festa condigna”, lembrou.

Para contornar esta realidade, a organização desenhou um modelo de entreajuda onde as delegações com maior capacidade financeira possam subsidiar as restantes, uma estratégia que só será viável com o reforço dos patrocínios actuais.

“O nosso objectivo é mesmo fazer com que todas as províncias façam. E nisso pedimos o apoio dos empresários que estão a apoiar no Maputo, que dêem-nos mais apoios, que é para podermos canalizar para as outras províncias. Porque a província que consegue angariar mais, ela suporta a outra província também neste programa”, concluiu a coordenadora.