Este período de 29 a 30 dias representa “mais uma chance” no calendário islâmico para se arrepender e alcançar bênçãos, consolidando-se como um momento de profunda auto-reflexão e fortalecimento da fé.

No coração de Dhul Hijjah reside o Hajj, a peregrinação obrigatória aos locais sagrados da Arábia Saudita, programada para ocorrer, dependendo da visualização da lua, entre 25 e 30 de maio.

Embora o Hajj seja um pilar fundamental do Isslam, ele é exigido apenas daqueles que possuem meios físicos e financeiros. Para os fiéis que permanecem em suas casas, a espiritualidade é exercida através do jejum voluntário durante os primeiros nove dias do mês.

Esta prática é sustentada pela tradição profética, pois os teólogos explicam que “o Profeta Muhammad (SAW) disse em um hadith que o jejum durante os primeiros nove dias de Dhul Hijjah perdoa os pecados do ano anterior e do ano seguinte”.

O ápice desse esforço ocorre no dia de Arafah, o nono do mês de Dhul Hijjah, que marca o momento em que, segundo o Alcorão, “Deus aperfeiçoou o Isslam e o aprovou como um modo de vida”.

As celebrações culminam no dia 27 de maio, dependendo da visualização da lua, com o Eid al-Adha, a “Festa do Sacrifício”. Este feriado, o segundo mais importante do ano islâmico, comemora a provação do Profeta Abraão e sua disposição em sacrificar seu filho em obediência a Deus.

A celebração é marcada pelo ritual do Qurbani, o sacrifício de um animal permitido, cujas directrizes são claras sobre o aspecto social da fé, “é obrigatório que uma parte da carne seja doada aos necessitados”.

Assim, entre orações comunitárias e banquetes familiares que encerram o período de jejum, o mês de Dhul Hijjah reafirma os valores de caridade, sacrifício e união que definem a experiência muçulmana mundial.