Durante o lançamento da campanha, Eduardo Abdula proferiu um discurso, lembrando que a inacção perante a autodestruição da juventude é uma forma de omissão que contraria o dever ético de proteger o bem comum e combater os males sociais.
“Tolerância Zero ao tráfico e consumo de drogas! Não temo que me silenciem. Temo não fazer nada”, declarou o Governador, evocando a sua responsabilidade enquanto líder perante o povo.
Abdula reforçou que a sua determinação é inabalável. “Podem tentar calar a minha voz, mas nunca vão calar o meu trabalho. O silêncio imposto dói, mas o silêncio escolhido mata”, sublinhou.
Segundo as autoridades locais, cerca de quatro mil jovens foram admitidos no Hospital Psiquiátrico de Nampula devido ao consumo de “makha”.
Refira-se que à luz da jurisprudência islâmica, o consumo de drogas é um acto que atenta contra os cinco pilares da preservação da Sharia, especificamente a protecção da Vida. Como nos ensina a Sunnah, “não deve haver prejuízo nem retaliação de prejuízo”, e a disseminação da droga em Nampula representa um prejuízo colectivo que ameaça a santidade da família e o futuro das próximas gerações.
O plano de 90 dias foca-se no desmantelamento de pontos de venda e na responsabilização criminal de toda a cadeia do tráfico. No entanto, o Governador destacou que a liderança exige coragem moral para enfrentar os que lucram com o vício alheio.
“Nampula não precisa de líderes com medo de falar. Nampula precisa de líderes com medo de falhar com o povo. Prefiro ser atacado por fazer, do que ser aplaudido por cruzar os braços”, afirmou Abdula.
Lembre-se que no Isslam, aquele que vê um mal deve mudá-lo com a mão, com a palavra ou, no mínimo, detestá-lo no coração, sendo a acção directa a marca de um governante justo.

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