“Isto faz parte de uma agenda que não difere do terrorismo. Não tem diferença. É que o terrorismo ataca o corpo e as drogas atacam a mente. E sem essas duas coisas, você não é nada”, afirmou.
O Sheikh destacou que a destruição da juventude é um desafio directo à criação divina, acusando os traficantes de servirem a propósitos malignos ao “atrofiar” o raciocínio humano. Para sheikh Umar Aiuba, o acto de comercializar substâncias que destroem a sanidade mental é uma afronta a Deus, que criou o ser humano no seu melhor estado.
“Esse trabalho que você está a fazer para atrofiar a mente da nossa juventude, você não está a desafiar só a nós, como pessoas. Você está a desafiar a Deus”, disse ele, acrescentando que a intenção dos criminosos é “satânica”, especialmente por utilizarem misturas letais enquanto os próprios traficantes evitam o consumo.
Ao abordar a magnitude do problema, o Sheikh citou dados que indicam que cerca de 5 mil pessoas na região sofrem de transtornos mentais devido às drogas, um número que ele considera desesperador diante da dimensão da comunidade local.
Ele relatou o sofrimento das famílias, mencionando casos de traumas que se assemelham aos tempos de guerra, como o de uma mãe em Chocas Mar que perdeu a sanidade após presenciar a violência ligada ao narcotráfico.
“Tive dificuldades para convencer a mãe daquela criança para me aceitar… criamos com dificuldades e vem você atrofiar em um minuto. Eu tenho que desejar o bem para você?”, questionou, expondo a dor de um pai diante da perda de esperança num filho que retorna da escola “atrofiado”.
Diante da gravidade da situação, o teólogo declarou o que chamou de “acordo de inimizade” com os traficantes. Afirmando que, embora não possua o poder das algemas ou das leis judiciais, detém a “arma mais poderosa do mundo” que é a oração.
O Sheikh prometeu utilizar a sua fé para pedir intervenção divina contra aqueles que se recusam a abandonar o crime. “A arma que eu tenho é dua (prece). E pode crer, é a arma mais poderosa do mundo. Eu vou fazer doar para lá castigar os traficantes. Se Deus quiser, que perdoe”, declarou, sugerindo que os criminosos deveriam sentir na própria pele, através de seus entes queridos, a mesma loucura e tristeza que impõem aos outros.
O líder religioso encerrou sua participação com um apelo à acção conjunta entre governo e cidadãos, alertando que a “máquina principal” que diferencia o homem dos animais, que é o raciocínio está sob ataque.
“O governo sozinho não vai fazer algo visível se nós não entrarmos. A coisa cresceu. Então devemos olhar exemplos passados e ver que das armas satânicas mais perigosas é aquela que ataca a mente”, concluiu, pedindo a Allah que afaste este mal do país, tal como o fez em momentos históricos de opressão e guerra.

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