Esta exortação, fundamentada em textos sagrados, recorda que a virtude destes dias é tamanha que Deus jurou por eles no Alcorão ao mencionar a aurora e as dez noites, conferindo-lhes um status de santidade incomparável a qualquer outra época do ano.

Durante sua mensagem, Sheikh Al-Fawzan detalhou práticas específicas que elevam o mérito do fiel, com destaque para o jejum no Dia de Arafah, recomendado especialmente para aqueles que não estão realizando a peregrinação do Hajj.

Segundo o Sheikh, este acto de renúncia é transformador, uma vez que “expia os pecados do ano anterior e do ano seguinte”, funcionando como um meio de purificação espiritual.

Além disso, ele ofereceu orientações rigorosas para os que pretendem realizar o sacrifício de Udhiyah, lembrando que devem se abster de cortar o cabelo, as unhas ou a pele desde o primeiro dia do mês até que o sacrifício seja concluído, em sinal de respeito e submissão ao ritual.

Para além do impacto individual, o Grande Mufti ressaltou que a observância fiel deste período fortalece o tecido social e os laços de solidariedade.

Ele explicou que o ato do sacrifício, inspirado na história do Profeta Ibrahim, vai muito além do rito religioso, pois “provê sustento para a família e para os necessitados, solidificando os valores de caridade e compaixão dentro da comunidade”.

Ao incentivar a menção frequente de Deus (Dhikir) e o tratamento bondoso para com os outros, Sheikh Al-Fawzan reforçou que a mensagem central destes dias é a união em torno do bem comum.

Ele encerrou seu apelo pedindo que todos aproveitem cada minuto para a leitura do Alcorão e para a prática da rectidão, orando para que estas datas tragam “bondade, prosperidade e bênçãos” para toda a nação islâmica.