O Profeta (S.A.W) participou desse pacto antes da revelação e, posteriormente, declarou: “Participei na casa de Abdullah ibn Jud‘an de um pacto que não trocaria pelos mais valiosos camelos vermelhos. E, se fosse chamado para algo semelhante no Isslam, responderia ao chamado.”
Esse relato demonstra que o Isslam reconhece e valoriza iniciativas colectivas destinadas a promover a justiça e proteger os direitos das pessoas.
Quando participamos do diálogo nacional inspirados pelo espírito do Hilful-Fudul, deixamos de lado os interesses estreitos e passamos a preocupar-nos com as causas maiores da nação.
O Hilful-Fudul ensina-nos que a verdadeira grandeza não está em defender apenas o próprio grupo, mas em levantar a voz em favor da justiça onde quer que ela seja necessária. Foi esse compromisso moral que levou o Profeta (SAW) a elogiar aquele pacto mesmo depois de ter sido honrado com a profecia.
No diálogo nacional, os participantes devem abordar as preocupações e aspirações de todo o povo, e não limitar-se às questões da sua própria comunidade, região, partido ou grupo religioso.
O verdadeiro compromisso com a nação manifesta-se quando se procura o bem comum, a justiça para todos e soluções que beneficiem o conjunto da sociedade.
O pacto não foi criado para defender apenas os interesses de uma tribo ou de um grupo específico, mas para proteger qualquer pessoa vítima de injustiça.
Da mesma forma, o diálogo nacional deve transcender interesses particulares e concentrar-se nos desafios colectivos, como a paz, a unidade nacional, a educação, a saúde, o emprego, a boa governação, a justiça social e a dignidade humana.
O muçulmano é chamado a ser uma fonte de benefício para toda a sociedade. O Profeta (SAW) disse: “As pessoas mais amadas por Allah são as mais úteis para as pessoas.”
Observe-se que o hadith menciona “as pessoas” de forma geral, e não apenas os muçulmanos. Por isso, a participação dos muçulmanos no diálogo nacional deve reflectir uma preocupação genuína com os problemas do país e com o bem-estar de todos os cidadãos.
A voz da prosperidade
Sheikh Muhammad Tacuane



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