De acordo com os documentos emitidos pela instituição, que o Espaço Islâmico teve acesso, as decisões foram tomadas “nos termos dos Estatutos da Comunidade Mahometana e ouvida a Direcção na sua sessão de 14 de Julho do corrente mês”, resultando na criação de novos órgãos de gestão e na mudança da liderança executiva do estabelecimento.

No âmbito destas reformas, o Presidente determinou “criar a Comissão da Escola e Madrassa”, um órgão de gestão temporário que terá o mandato vigente “até 31 de Dezembro de 2026”.

Esta comissão, constituída por um painel de sócios e gestores de topo, foi incumbida de actuar na linha de frente das transformações da instituição, cabendo-lhe “preparar uma proposta relacionada com a Escola com vista a alcançar os objectivos definidos”.

Para liderar o grupo, a presidência e os conselheiros indicaram Mahomed Jafar Ismail como Presidente do comité, uma escolha fundamentada “por unanimidade” devido à sua “vasta experiência” no sector e na comunidade.

A par da constituição deste novo grupo de trabalho, a liderança executiva da escola sofreu uma alteração directa com a nomeação do Dr. Naufal Ibrahim, licenciado em Gestão, para “dirigir a Escola da Comunidade Mahometana, na qualidade de Administrador”.

O novo gestor assume as funções “com efeitos imediatos e para substituir o Administrador cessante”, passando a integrar também a recém-criada Comissão da Escola e Madrassa.

O documento sublinha que a actuação do novo administrador será pautada pelo rigor legal e administrativo, salvaguardando que “as suas competências e poderes foram definidos no seu contrato de Trabalho”.

Com este novo alinhamento institucional, a Comunidade Mahometana, fundada em 1935, procura fortalecer o seu papel cívico e educativo na capital moçambicana.