A deslocação foi integralmente patrocinada pelo empresário Momade Bachir, presidente do Massjid Hassan e Hussein, que assumiu todos os custos de transporte e ingressos.
“A visita ao museu, não é um turismo, este é um ziyarat especial. É para nós criarmos este ânimo dentro de nós e voltarmos para casa com este sentimento”, destacou o Maulana Ilyaas Seedat.
O líder explicou que ver de perto as miniaturas das habitações da época do Profeta (S.A.W.) e dos seus companheiros serve para fortalecer a fé.
Para garantir a total compreensão de todos, a visita guiada foi feita em inglês, com tradução simultânea do Maulana para o português.
Visita ao centro de acolhimento para viúvas em Awali
Já no período da tarde a comitiva seguiu para uma paragem humanitária na histórica zona de Awali, situada nas proximidades da Mesquita Sagrada. O grupo visitou um prédio residencial que acolhe, gratuitamente, cerca de 55 famílias chefiadas por viúvas com os seus filhos, que ficaram desamparadas após o falecimento dos maridos.
O responsável pelo centro, um senhor de idade avançada que há mais de 20 anos cuida do local voluntariamente e sem auferir qualquer salário, explicou a realidade do espaço.
“Muitas delas sofriam sem ter onde ficar aqui em Madina após o falecimento dos maridos. Algumas pessoas tiveram esta iniciativa e compraram este edifício próximo ao Haram para dar às viúvas, sem cobrar nenhum centavo”, relatou o Maulana traduzindo o que o responsável do centro falava em árabe.
A localização estratégica em Awali permite que estas famílias não fiquem dependentes de terceiros para a mobilidade, podendo deslocar-se a pé até à mesquita para as suas orações diárias.
Segundo o Maulana, o grande objectivo de levar os peregrinos moçambicanos a este local foi despertar a sensibilidade social, servindo de inspiração para que, no futuro, projectos semelhantes de caridade e amparo a viúvas e órfãos possam ser replicados e implementados nas comunidades em Moçambique.

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