Em entrevista concedida ao Espaço Islâmico, o líder dos peregrinos, Maulana Ilyaas Seedat, partilhou os detalhes desta vivência espiritual e destacou o impacto histórico e o apoio logístico que viabilizou estas visitas na cidade do Profeta.
Durante a entrevista, o Maulana Ilyaas Seedat começou por esclarecer que estas visitas de estudo e contemplação histórica não fazem parte dos pacotes turísticos ou religiosos padrão oferecidos pelas agências de viagens.
Conforme explicou o líder, “o ziarat não é algo incluso no pacote da agência. Da forma como a gente tem a alimentação, hotel, eh temos o Qurbani, a água de Zamzam de 5 litros, o ziarat, seja de Makkah seja de Madinah, não é algo incluso.”
Diante desta limitação logística, o grupo foi contemplado por um gesto de solidariedade que garantiu a totalidade das visitas na cidade sagrada.
“Este ano, Alhamdullilah, o tio Bachir se disponibilizou em patrocinar o ziarat de Madinah Al-Munawwarah, a visita aos museus também”, revelou o Amir.
Maulana Ilyaas explicou ainda que o roteiro concentrou-se exclusivamente em Madina devido às condições logísticas da primeira etapa da viagem, referindo que “Makkah não era possível naquela altura, por causa da enchente, fazer-se o ziarat. Por isso, o ziarat daqui de Madinah, o tio Bachir assumiu e disse que vai patrocinar tudo.”
O roteiro delineado para os peregrinos concentrou-se nos pontos mais emblemáticos da periferia da cidade, permitindo uma forte conexão com as origens do Isslam através de locais como a Mesquita de Quba, Qiblatain e o Monte Uhud, palco de uma das mais marcantes batalhas da história islâmica.
O Amir detalhou que as visitas se focaram nos arredores mais próximos, uma vez que o factor tempo impediu deslocações mais longas. “Este era o ziarat dos arredores de Madinah. Existem outros ziarats… infelizmente, devido ao tempo, não podemos fazer”, pontuou.
Mais do que um roteiro cultural, o Maulana Ilyaas Seedat enfatizou que o verdadeiro valor do Ziarat reside na oportunidade de renovação da fé e na absorção de ensinamentos práticos para a vida dos fiéis moçambicanos.
Ao concluir a sua entrevista ao Espaço Islâmico, o líder sintetizou o profundo significado destas visitas na formação do grupo. “O impacto e a importância é essa, de recordar a vida de Rasulullah (SAW) e dos Sahabas, e tentarmos sentir, ter aquele sentimento e aprender um pouco das qualidades deles”, finalizou.

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