A iniciativa visou oferecer uma refeição a quem estivesse em situação de vulnerabilidade, tendo em conta que muitos fiéis enfrentam dificuldades logísticas e financeiras para se alimentarem convenientemente durante a visita aos locais sagrados.

De acordo com a organização, embora o alojamento seja garantido por muitos, a regularidade das refeições diárias continua a ser uma barreira invisível para os peregrinos que viajam com recursos escassos ou que ficam hospedados em zonas muito periféricas e distantes das mesquitas principais.

Em entrevista, ao Espaço Islâmico, em Madina, o Amir dos peregrinos da Masjid Hassan e Hussein, Maulana Ilyaas Seedat, explicou que a iniciativa nasce do princípio de que se deve partilhar “aquilo que nós temos, darmos de comer aos outros”.

O líder do grupo destacou o papel de Momade Bachir, presidente da Mesquita Hassan e Hussein junto da sua família, na dinamização da acção solidária, sublinhando que a experiência prática no terreno moldou esta missão de caridade.

“O Tio Bachir esteve aqui durante três anos, viu a situação que muitos têm alojamento e não têm todas as refeições”, contextualizou o Maulana, justificando o foco da acção social naqueles que fazem longas viagens para cumprir os rituais sagrados.

Além do amparo alimentar, o projecto estendeu-se à oferta de tapetes de oração, visando o bem-estar espiritual e o conforto físico dos fiéis nas suas preces diárias.

Segundo o Maulana, o objectivo é “beneficiar a eles e ganharmos a total recompensa”, uma vez que a prática da caridade ganha uma dimensão multiplicada na região sagrada. “Uma vez que estamos no Haramain, todas as recompensas são muito mais do que em comparação com o nosso país”, frisou.

Com a entrega dos mussualas, os peregrinos do Massjid Hassan e Hussein esperam deixar um impacto duradouro na rotina dos crentes, permitindo que estes possam “fazer o sualat confortavelmente, levarem para as suas casas e darem continuidade a essas belas acções, como as cinco orações diárias”.