A Apa iniciou o seu discurso lembrando que a base da relação com a mulher no Isslam é a justiça e a protecção divina.
“Allah ordenou a bondade para com as mulheres e proibiu a injustiça, o mal e a agressão contra elas”, afirmou, alertando, contudo, para as tentações do mundo material, que classificou como “doce e atraente”.
Para a palestrante, a verdadeira riqueza de uma crente não se mede em ouro ou diamantes, mas na presença da fé e do Kalima no coração. Ao abordar a essência feminina, Apa Mahmuda rejeitou a ideia de que a mulher islâmica seja uma figura insignificante.
“Allah elevou o nosso estatuto, Allah fez a nós como diamantes, pedras preciosas. A mulher é a peça extraordinária e mais bonita que o homem”, defendeu, ressalvando que essa beleza é intrínseca ao comportamento.
“O que torna a mulher mais bonita é a sua humildade, o seu carácter, a sua modéstia, a sua fala, o seu olhar e a sua conexão com Allah”, revelou.
“Nem tudo podes ter no Dunia”
Um dos pontos centrais da intervenção foi a análise histórica da Surat Al-Ahzab, especificamente os versículos 28 a 34, que narram o teste de desapego imposto às esposas do Profeta (SAW). A Apa explicou que, num momento de prosperidade após vitórias militares, as esposas de Muhammad (SAW) desejaram melhorias nas suas habitações, que eram extremamente simples.
A resposta divina foi de escolha entre o luxo deste mundo ou a companhia do Profeta (SAW) e a recompensa do Jannat (Paraíso).
“Eu abro a mão por este dunia, eu não quero riqueza deste mundo, eu prefiro estar contigo, meu Habib (SAW) ”, contou a resposta de Aisha (RA) diante da situação. A Apa Mahmuda utilizou este exemplo para exortar as mulheres presentes no programa a praticarem a paciência perante as desigualdades materiais.
“Se vocês querem Allah e o Seu Rassul, se querem o Jannat, tenham paciência. Minha irmã, nem tudo tu podes ter aqui no dunia”, avisou.
Decência como protecção moral para a mulher muçulmana
A palestrante também abordou de forma directa a conduta social e o vestuário, baseando-se na Surat An-Nur e nas ordens da decência.
Alertou para a necessidade de manter a dignidade na fala com homens estranhos, evitando tons sedutores, e criticou o que chamou de “vestuários da ignorância e a exibição do corpo.
“O Isslam veio ensinar que vocês não devem revelar o vosso corpo, não devem mostrar a vossa figura nem a cor da vossa pele. O vosso lugar de beleza não pode ser exposto em frente de outros homens”, frisou.
A intervenção terminou com uma dura crítica à influência ocidental e ao perigo das tecnologias modernas.
A Apa pediu atenção redobrada à educação dos filhos. Ademais para elucidar as presentes partilhou o testemunho de uma ex-aeromoça suíça que se converteu ao Isslam após sentir-se “cuspida e usada como um lixo” pela sociedade ocidental.
“O Ocidente tornou-me uma stripper… o mundo usou-me como um tecido”, citou a Apa, reforçando que o Isslam é o caminho que “levanta” e dignifica a mulher.
“Seja a best friend de Allah”, concluiu a Apa Mahmuda, instando as alunas e mães a abraçarem o ensino do Alcorão e a preservarem a sua modéstia como o escudo mais valioso contra as enfermidades morais do tempo presente.

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