O Médico Hussein Tané explicou que estudos de revisão sistemática e meta-análises sugerem que o comportamento sexual promíscuo pode influenciar a carga genética transmitida aos descendentes, resultando em patologias sem histórico familiar aparente.

“O ziná é um grande problema para a saúde pública, porque o ziná transmite ‘genes de ziná’. A mulher transmite ao homem e o homem também transmite à mulher. Então nós vamos ter um filho com uma certa doença na qual a nossa família não tem”, o médico Tané.

Segundo o especialista, casos de epilepsia, esquizofrenia, asma e até retardo mental em crianças cujos pais são saudáveis podem ter origem na quebra da fidelidade ou em relações pré-maritais. Ele destacou que o coeficiente de inteligência (QI) pode sofrer uma redução de até 15% devido a esses factores genéticos complexos.

Ao responder a questões da audiência sobre o insucesso escolar e comportamental de crianças nas Madrasas, o médico recordou um ensinamento do khalifa Umar ibn al-Khattab sobre o direito do filho de ter uma “boa mãe e um bom pai”, referindo-se à escolha de parceiros com conduta íntegra.

“Não quer dizer que taxativamente todas as crianças na qual os pais cometeram ziná vão ter epilepsia ou retardo mental. Se uma criança tem problemas na madraça, temos que investigar outras causas”, explicou.

O médico apontou que, em Moçambique, a anemia e as parasitoses intestinais são as causas principais de dificuldades de aprendizagem. Ele recomendou a desparasitação regular, de três em três meses, para toda a família como uma medida prática de saúde pública.

O evento encerrou com um apelo à reflexão espiritual e física, incentivando a comunidade a procurar orientação com os Ulamás (sábios) e profissionais de saúde para superar vícios e comportamentos que colocam em risco a estrutura familiar e a saúde das futuras gerações.