A comunicação aos munícipes ocorreu apos a oração da sexta-feira, denominada Sualat Al-Jumuah. Com esta decisão, o governo autárquico pretende formalizar a situação dos espaços de culto islâmico, assegurando o seu enquadramento legal no ordenamento territorial da urbe.

Em Moçambique, a Constituição da República estabelece que a terra é propriedade exclusiva do Estado, não podendo ser vendida, penhorada ou alienada. O DUAT surge, assim, como o único documento oficial que legitima a posse e a utilização de parcelas de terra por cidadãos, instituições religiosas ou entidades colectivas.

Falando aos fiéis, o autarca sublinhou a necessidade de manter a coesão social e apelou ao envolvimento contínuo da população nos programas de infra-estruturação e modernização de Angoche.

Rajabo solicitou igualmente a união da comunidade em súplicas pelo sucesso da governação local.

“Com a ajuda de Allah e o apoio da população, continuaremos a trabalhar por uma cidade de Angoche mais desenvolvida e próspera”, declarou o presidente do Conselho Municipal.

A iniciativa de regularização das infra-estruturas religiosas insere-se na estratégia do município para a melhoria do ordenamento urbano e para o fortalecimento do diálogo institucional com as confissões religiosas sediadas em Angoche.