Durante todo o último mês, Ramadhan, os muçulmanos foram proibidos de entrar na mesquita para as orações de taraweeh, também foram impedidos de realizar as importantes orações das sextas-feiras, que são o ponto alto da semana religiosa.

A situação ficou ainda mais tensa no dia 20 de março, quando centenas de pessoas tentaram chegar à Cidade Velha para celebrar o Eid Al-Fitr, a festa que marca o fim do jejum do Ramadhan, mas acabaram dispersadas pelas forças de segurança israelitas.

A restrição não afecta apenas os muçulmanos, já que Israel declarou estado de emergência e fechou todos os pontos religiosos de Jerusalém, incluindo o Muro das Lamentações e a Igreja do Santo Sepulcro.

Enquanto a Mesquita de Al-Aqsa segue vigiada e com acessos bloqueados, a tensão aumenta com a chegada da Páscoa judaica, entre os dias 2 e 9 de abril. Grupos extremistas de colonos estão a exigir autorização para entrar no complexo e realizar rituais de sacrifício, o que é proibido pelas regras actuais de administração do local, geridas pela Jordânia.

A Autoridade Palestina afirma que esse fechamento prolongado é algo que não se via desde 1967, e a população local segue preocupada com o aumento da vigilância militar e com a incerteza sobre quando poderá voltar a frequentar seus locais de oração.