Na sessão de abertura, a Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, defendeu que o fortalecimento do papel da mulher em todas as esferas da vida nacional é a chave para a resiliência do país frente aos desafios contemporâneos.
Sob o lema “Fé, Paz, Acção e Resiliência: Fortalecendo a Liderança Feminina em Contextos de Conflito e Desastres Naturais”, o encontro surge como um desdobramento das recomendações deixadas por Talapa na primeira edição do evento, realizada em 2025.
Durante o seu discurso inaugural, a Chefe do Parlamento moçambicano reconheceu os esforços do Executivo no reforço da resiliência às mudanças climáticas e na promoção da igualdade de género, mas ressalvou que o trabalho está longe de terminar.
“Há, ainda, um longo caminho a percorrer na prossecução destes dois objectivos”, observou a dirigente, enfatizando que os desastres naturais não devem ser vistos apenas sob a lente ambiental, mas como fenómenos que abalam a estrutura social e económica.
Ao analisar as diversas dimensões que compõem o painel da conferência, a Presidente da Assembleia da República destacou a importância estratégica de cada grupo. Sobre as mulheres religiosas, afirmou que estas “desempenham um papel fundamental na promoção da moral, da esperança, da solidariedade e da coesão social em momentos de crise”.
Já em relação às académicas, ressaltou que estas contribuem com o saber científico necessário para a prevenção e mitigação de riscos. No campo político, Talapa sublinhou a “nobre missão de transformar conhecimento e necessidades em acções concretas”, defendendo que a participação feminina na tomada de decisão é determinante para a criação de políticas públicas que reconheçam vulnerabilidades específicas.
Não esqueceu as mulheres da sociedade civil, classificando-as como a “primeira e a última linha de resposta”, agindo com coragem na assistência directa às populações.
Organizado pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos (MJCR), o evento serve, nas palavras da Presidente da AR, como “uma oportunidade ímpar para o intercâmbio de experiências, a partilha de boas práticas e a construção de parcerias que fortaleçam o papel da mulher na prevenção, resposta e recuperação face aos desastres naturais”.
Margarida Talapa encorajou as presentes a transformarem a conferência num “laboratório de ideias e soluções, onde o conhecimento se alia à acção”. No encerramento da sua intervenção, a líder da Casa do Povo reiterou o seu compromisso legislativo de continuar a trabalhar na aprovação de instrumentos legais que integrem a perspectiva de género nos planos de gestão de risco e garantiu que o Parlamento continuará atento à fiscalização destas políticas.

0 Comentários