No entanto, embora a Arábia Saudita ainda não tenha anunciado a cota oficial para 2027, a expectativa é que o contingente se mantenha próximo ao da temporada de 2026, quando a Líbia recebeu apenas 7.800 vagas.
Esse cenário coloca mais de 1,2 milhão de fiéis na disputa por um número reduzido de vagas, resultando em uma concorrência média de aproximadamente 155 candidatos para cada vaga disponível.
A expressiva demanda reflecte tanto a relevância religiosa do ritual quanto o sucesso da digitalização do processo de cadastro no país.
Do total de inscritos registrados até o encerramento no dia 21 de setembro, os homens representam a maioria, com 670.419 candidaturas, enquanto as mulheres somam 538.782 registros.
Com a consolidação do banco de dados, a autoridade competente iniciou a fase de triagem e verificação das informações fornecidas pelos candidatos para organizar o sorteio final. A data e os locais da realização do sorteio público ainda não foram definidos e serão anunciados assim que os trâmites administrativos forem concluídos.
A limitação de vagas não é exclusiva da Líbia, mas decorre do rígido sistema global de cotas gerenciado pela Arábia Saudita para controlar o fluxo de peregrinos em Makkah e Madina.
O governo saudita calcula anualmente a capacidade global de acolhimento com base em critérios de infra-estrutura e segurança, distribuindo cotas nacionais que historicamente utilizam a proporção de mil vagas para cada um milhão de habitantes muçulmanos de cada país.
Como resultado dessa equação, nações de grande população muçulmana, como Indonésia, Paquistão, Índia, Egipto e Nigéria, enfrentam filas de espera que podem durar anos, tornando os sorteios nacionais a única alternativa justa para gerenciar a enorme disparidade entre o número de devotos e as vagas autorizadas.

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