Segundo Apa Muna Cassamo, a religião islâmica oferece garantias únicas. “O Isslam dá à mulher um lugar super privilegiado. Dá à mulher direitos que nenhuma outra instituição dá”, disse.
A directora exemplificou que, como mãe, a mulher tem o Paraíso aos seus pés e, como esposa, mantém total autonomia sobre os seus bens e identidade, não sendo obrigada a adoptar o apelido do marido.
A educação foi apontada como um pilar central para o verdadeiro empoderamento, ocorrendo quando a mulher concilia a formação religiosa com a secular.
Sobre o impacto social da educação feminina, Apa Muna Cassamo afirmou que “educar uma mulher é igual a educar uma nação, porque a mulher educa os filhos, educa os irmãos, educa todas aquelas pessoas que estão sob a sua responsabilidade”.
Este conhecimento é visto como a ferramenta que permite à mulher conquistar espaços na política, economia e ciência.
Sobre o uso do Hijab, a directora esclareceu que este representa protecção e modéstia, sendo uma forma de adoração que gera respeito, e não uma falta de liberdade. “Em momento algum nós pretendemos tirar o Hijab por causa de forças externas, porque nós estamos nesta vida somente para adorar a Allah”, declarou, mencionando ainda o esforço para que o uso do lenço seja respeitado em documentos oficiais em Moçambique.
Apesar de ser uma estrutura jovem, o Gabinete Feminino já está em expansão para todas as províncias, focando-se na alfabetização, saúde feminina e apoio social, como o auxílio prestado às vítimas das cheias na zona sul.
A directora encerrou com um apelo à prática da fé no quotidiano. “Sairmos de casa para agradar a Allah, voltarmos para casa e fazer coisas que agradam a Allah”, concluiu.

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