No documento, assinado por Inusso Ismail, a liderança muçulmana local sublinha o impacto devastador da perda, referindo que a notícia do falecimento foi recebida “com profundo pesa” e que as circunstâncias do sucedido “causaram grande consternação e comoção em todo o país”.

Dirigindo-se à Igreja Católica de Moçambique, à Diocese de Quelimane, aos familiares e aos fiéis, a comunidade endereçou as suas “mais sentidas condolências”.

A nota, que o Espaço Islâmico teve acesso repudia de forma veemente qualquer cenário de criminalidade, enfatizando que “a dignidade e o valor da vida humana constituem princípios sagrados partilhados por todas as tradições religiosas”.

Em tom de firme repúdio, a liderança muçulmana declarou que “lamentamos profundamente qualquer acto de violência que comprometa esses valores fundamentais e que contribua para gerar sofrimento, insegurança e desunião entre os cidadãos”.

O comunicado destaca ainda o histórico de coexistência pacífica que caracteriza a sociedade moçambicana, lembrando que o país se orgulha de uma “longa tradição de convivência harmoniosa entre diferentes confissões religiosas, culturas e comunidades”.

Perante a tragédia, a organização apela à união nacional, defendendo que momentos como este tornam “ainda mais importante fortalecer os laços de respeito mútuo, solidariedade e fraternidade que unem o nosso povo”.

A fechar o documento, a Comunidade Muçulmana de Quelimane expressou total confiança nos órgãos de justiça e de investigação do Estado para a resolução do caso.

Elevaram um voto para que as instituições competentes, “com responsabilidade, imparcialidade e serenidade, apurem e esclareçam as circunstâncias deste triste acontecimento”, concluindo com uma prece para que Deus conceda “paciência, conforto e força” a todos os que sofrem com esta “irreparável perda”.