A delegação do MOZA Banco foi liderada pelo seu Presidente da Comissão Executiva, Manuel Soares que, durante o encontro, reafirmou categoricamente o forte interesse da instituição na implementação e disponibilização de produtos e serviços financeiros islamicamente correctos, garantindo a sua total conformidade com os princípios da Banca Participativa.
Na ocasião, o líder executivo assegurou que o banco se encontra empenhado em desenvolver soluções que respeitem as convicções, valores e princípios da comunidade muçulmana, contribuindo simultaneamente para a inclusão financeira e para o desenvolvimento económico nacional.
Por sua vez, a direcção da AMEEM reiterou o elevado interesse do tecido empresarial em aceder a soluções financeiras compatíveis com os preceitos islâmicos.
Para fundamentar a viabilidade desta transição, a associação apresentou diversos projectos estratégicos com potencial para assegurar a sustentabilidade e a viabilidade económica da iniciativa, além de expor um conjunto de ferramentas e mecanismos de suporte necessários para uma implementação bem-sucedida no país.
Esta evolução surge num momento crucial, dado que a legislação relativa à Banca Participativa já foi oficialmente publicada em Moçambique, aguardando-se agora com expectativa a publicação do respectivo regulamento, etapa fundamental para a operacionalização deste modelo de negócio.
A fechar os trabalhos, as lideranças estabeleceram metas claras para o curto e médio prazo. Em comunicado, a Direcção da AMEEM destacou o impacto da reunião.
“O encontro terminou com a definição dos próximos passos e de um plano de trabalho conjunto, reforçando o compromisso de ambas as instituições em acelerar o processo de implementação da Banca Participativa em Moçambique, contribuindo assim para reduzir os riscos associados ao lançamento destes produtos no mercado”, diz a nota.
A associação garantiu ainda que continuará a acompanhar de perto todo o processo e manterá os seus membros informados sobre os desenvolvimentos futuros, reafirmando que, juntos, estão a construir um sistema financeiro mais inclusivo, ético e alinhado com as necessidades da comunidade empresarial muçulmana em Moçambique.

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