O líder religioso iniciou a sua palestra recordando as recomendações do Alcorão da justiça e da perfeição, frisando que a procura pela excelência deve orientar todas as tarefas do dia a dia.
“Tudo aquilo que o muçulmano faz deve fazer com perfeição”, alertou o orador, citando exemplos práticos da rotina diária como limpar a casa, arranjar o carro ou degolar um animal, reforçando que a religião islâmica exige dedicação e conduta exemplar.
Na mesma ocasião, chamou a atenção para a negligência nos laços familiares, advertindo que “não podemos esperar os nossos pais morrerem para mostrarmos o nosso amor”, criticando quem passa longos períodos sem ligar ou visitar os progenitores que vivem a poucos quilómetros de distância.
Ao abordar o tema central da caridade, o Sheikh desmistificou a ideia de que o conceito se limita a contribuições financeiras ou transferências bancárias, resgatando o ensinamento profético de que “toda a boa acção é caridade”.
Explicou que o tempo e a atenção dedicados ao próximo têm um valor imensurável, especialmente numa era dominada pelas distracções digitais.
“Hoje, infelizmente, levamos o telefone na mesa. Estamos a comer, estamos a teclar”, lamentou, questionando a qualidade do tempo que se passa em família e incentivando os fiéis a darem atenção, palavras de conforto, conhecimento e conselhos a quem precisa.
Para além disso, ao tratar do apoio material aos mais necessitados, o orador sublinhou a importância da sinceridade e do respeito, afirmando com firmeza que se deve dar a caridade “protegendo a dignidade dos necessitados” e que “não podemos humilhar os pobres”, criticando exposições fotográficas ou filas desgastantes que firam a honra humana.
Para o Sheikh Taiob da Silva, a solidariedade é o motor para o fortalecimento da sociedade, não devendo os lideres ignorarem os problemas de quem vive ao seu redor.
A terminar a palestra, o líder religioso deixou três compromissos fundamentais para a comunidade.
“Criar o hábito de dar a caridade com regularidade,lembrando que não podemos esperar ter um milhão. ensinar as crianças a partilhar desde pequenas, e transformar a comunidade num refúgio permanente de apoio mútuo”, concluiu. (Ekibal Seda)

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