A iniciativa visa garantir que as principais inquietações, expectativas e valores desta comunidade sejam devidamente acautelados e integrados no desenho das novas políticas públicas.

À saída da audiência, em declarações à imprensa, o representante do CISLAMO, Sheikh Abdul Rahman, detalhou o propósito da reunião e sublinhou a importância de abrir espaço para que a comunidade muçulmana possa expor os aspectos que mais a apoquentam.

“Nós estivemos aqui, fomos recebidos em audiência pelo Chefe do Estado, e queríamos uma oportunidade de conversar e propor ao Chefe do Estado contribuições da comunidade muçulmana naquilo que são as reformas que o senhor Chefe do Estado se propôs a fazer no país inteiro”, explicou o dirigente religioso, reforçando que o processo representa uma oportunidade histórica para a consolidação de um quadro legal e institucional que seja verdadeiramente representativo da diversidade e da realidade do povo moçambicano.

Falando a imprensa, o Sheikh Abdul Rahman fez questão de elogiar a postura de Daniel Chapo, destacando a abertura e a cordialidade com que a delegação foi acolhida no palácio presidencial.

“O acolhimento com o Chefe do Estado foi muito bom, muito bom mesmo. Nem posso dizer que essa… as expectativas que se esperavam, que também fôssemos bem recebidos, conhecemos o Chefe do Estado que temos e esperávamos com isso, mas também acolheu as nossas preocupações e esperamos que elas sejam… realmente reflictam”, afirmou, visivelmente optimista quanto ao impacto prático das propostas apresentadas.

O CISLAMO encara este exercício de auscultação nacional como um marco inédito na história recente do país, acreditando que o diálogo inclusivo fortalecerá o sentimento de pertença de todos os cidadãos e resultará na edificação de normas jurídicas que espelhem a identidade nacional.

Sheikh Abdul Rahman concluiu a sua intervenção deixando um apelo à união e à valorização das raízes locais, lembrando o compromisso da comunidade com o progresso da nação.

“A esperança que nós temos é que, depois desse exercício longo que está sendo feito, com a iniciativa do Chefe do Estado… nós possamos ter, depois deste exercício, um Moçambique construído por moçambicanos, que reflictam nas leis em Moçambique”, finalizou.