O líder religioso começou por questionar os jovens sobre a consciência do apoio que sustenta cada um deles.

Durante a sua intervenção, fez questão de ressaltar que por trás de cada memorizador está o sacrifício de uma mãe que “sacrificou momentos, noites, seu amor e suas emoções”, a dedicação de um pai que “gastou seus bens” para custear a formação, e a paciência do professor que repetidamente corrigia erros para aperfeiçoar a recitação.

Por isso, lembrou que “quando você recebe o troféu como vencedor, você não o recebe sozinho”, pois toda a família e os educadores se orgulham e acompanham essa conquista espiritualmente.

Para além da gratidão familiar, o Maulana enfatizou à necessidade de aplicar os ensinamentos sagrados na conduta diária, estabelecendo uma clara distinção na forma como o texto sagrado deve habitar no indivíduo.

“Existe uma grande diferença entre carregar o Qur’án na mente e carregar o Qur’án no carácter”, sublinhou.

Para além disso exortou os presentes a garantirem que a mensagem se reflicta no falar com bondade, no respeito ao próximo e na humildade do caminhar, evitando o orgulho e o desprezo.

Para ilustrar o modelo ideal de conduta, lembrou a resposta da mãe dos crentes, Aisha (RTA), sobre o Profeta Muhammad (SAW). “O seu carácter era o Al-Qur’án. O seu andar era o Qur’án. O seu falar era o Qur’án”, lembrou.

O discurso abordou também a importância da devoção íntima através da recitação nocturna, descrevendo-a como uma “conversa secreta com Allah” na qual o crente acende a luz do seu coração na calada da noite.

A fechar a sua alocução, o Maulana Ossman Sona desmistificou o conceito tradicional de premiação, oferecendo uma palavra de conforto e elevação espiritual a todos os participantes. “Vencer não é receber o prémio aqui à frente. Vencer é você estar aqui e recitar essas palavras de Allah. Vocês já venceram”, finalizou. (Ekibal Seda)