Sob o lema “Celebrando 25 de Junho: Paz como Condição Essencial para o Progresso Nacional”, o Chefe de Estado proferiu um discurso focado na coesão e na concórdia, deixando claro que as particularidades de cada grupo não devem fragilizar o projecto de nação. Diante de uma plateia que congregou diversas sensibilidades públicas, o estadista dirigiu uma palavra de especial atenção aos líderes religiosos e à necessidade de estabilidade.

O Presidente sustentou que a rica diversidade de Moçambique deve ser encarada unicamente como uma fonte de força e nunca como um factor de fractura social.

“Não podemos permitir que diferenças políticas, regionais, religiosas, étnicas ou sociais nos dividam enquanto um povo”. Na visão do Chefe de Estado, a blindagem contra as divisões é um imperativo, dado que, antes de qualquer diferença sectorial, os cidadãos são “todos filhos da mesma bandeira e da mesma pátria” , partilhando a responsabilidade pelo mesmo destino colectivo.

Neste sentido, as confissões religiosas e as suas lideranças foram apontadas como pilares essenciais na manutenção do tecido social. Ao enumerar as forças vivas que sustentam Moçambique, o governante enalteceu a dedicação dos líderes religiosos que, a par de outros grupos, que trabalham diariamente para manter viva a unidade da nação.

Para Chapo, a convergência de esforços é a única via eficaz para enfrentar os verdadeiros obstáculos do país , uma vez que “o adversário do povo moçambicano não é o próprio moçambicano” , mas sim a pobreza, o desemprego, a corrupção e o extremismo violento.

Aliada à unidade, a preservação da paz foi colocada no topo das prioridades para que Moçambique possa alcançar a prosperidade. “A paz continua a ser a condição essencial para o progresso nacional” , destacou acrescentando que não existe desenvolvimento real sem que haja estabilidade e harmonia social.