A recepção, liderada pelo Sheikh Yassin Aly, que além de responsável pela Darul Salam é também representante da Caravana de Dawah no distrito, segundo disse, foi um dos pontos altos da visita. O presidente da Caravana de Dawah, Sheikh Abdul Rahman Said, não poupou elogios à hospitalidade encontrada, destacando que o calor humano superou até a imponência física do local.
“Uma coisa é visitar as infra-estruturas, outra coisa é encontrar o dono com um sorriso contagiante. Este contacto interpessoal comoveu-nos bastante. Ver as infra-estruturas foi algo de outro nível”, declarou o líder da comitiva.
Actualmente, a Madrassa Darul Salam desempenha um papel crucial no desenvolvimento comunitário, acolhendo 59 alunos em regime de internato. Durante a estadia, as lideranças discutiram a partilha de metodologias de ensino e a promoção de debates inter-religiosos, pilares comuns a ambas as entidades.
Em resposta ao gesto da comitiva, o Sheikh Yassin Aly reiterou a abertura da instituição para futuras parcerias, sublinhando que as portas estarão sempre abertas para novos intercâmbios.
Contudo, a visita também serviu para lançar um olhar realista sobre os desafios de sustentabilidade do projecto.
Apesar da estrutura sólida, o Sheikh Abdul Rahman Said aproveitou a ocasião para sensibilizar benfeitores e a comunidade em geral, lembrando que a manutenção de um internato exige apoio contínuo.
“O facto de a madrassa estar ‘de pé’ não significa que o trabalho esteja concluído”, alertou o presidente, referindo-se às necessidades logísticas para garantir o bem-estar dos alunos e a expansão das actividades pedagógicas.
Embora o desejo de continuidade seja mútuo e a vontade de regressar à Manhiça seja evidente entre os membros da caravana, a organização informou que futuras visitas e novos planos de apoio serão formalizados e decididos em fórum próprio pela direcção da Caravana de Dawah.

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