Iniciando sua palestra com exortações à consciência divina, o Sheikh lembrou que a fé muçulmana abrange todos os aspectos da existência diária.

“Uma das características mais definidas das sociedades muçulmanas é o papel central do Isslam em guiar indivíduos no comportamento social e nas relações sociais. O Isslam não é limitado a questões de crença e actos de oração, em vez disso, é um modo de vida que oferece princípios e regulações para cada aspecto da vida e da interacção humana”, afirmou.

Sobre as inovações tecnológicas, Sheikh Al-Sudais ressaltou que as plataformas e dispositivos modernos devem ser encarados como dádivas que exigem gratidão e responsabilidade moral.

“A mídia social e as tecnologias artificiais são uma das bênçãos de Deus aos seus servos. Cada bênção requer mostrar gratidão através de nossos corações, línguas e acções. Isso significa usá-los de maneiras que agradem a Deus e obedecem a Ele”, ponderou o Sheikh.

O sermão dedicou atenção especial ao surgimento de crimes cibernéticos avançados, citando as ameaças associadas ao deepfake e à falsificação por inteligência artificial.

“Essas acções são formas de mentira que são proibidas no Isslam. Ao contrário, são um ataque à honra e à privacidade das pessoas, e contribuem ao espalhar e a promover a falsidade”, alertou pontualmente.

Além da desinformação, o pregador enumerou outros ilícitos virtuais que ameaçam a coesão social, como hackeamentos, fraudes financeiras e discursos de ódio.

Para conter o avanço desses males digitais, Al-Sudais exortou a comunidade a exercer cautela no compartilhamento de conteúdos não verificados e a usar os meios modernos com o propósito de proteger a estabilidade e a verdade.

“Seja extremamente cauteloso em repostar imagens fabricadas e vídeos ou materiais falsamente atribuídos às pessoas, porque fazer isso espalha mentiras, promove falsidade e causa confusão entre as pessoas”, advertiu. (Ekibal Seda)