Allah diz: “Ó vós que credes! Se um perverso vos trouxer uma notícia, verificai-a…” (49:6)
Este versículo mostra que o muçulmano não deve agir impulsivamente diante de informações, especialmente quando elas podem prejudicar pessoas ou comunidades. Verificar a informação é parte da responsabilidade moral do muçulmano. O Alcorão condena a propagação irresponsável de notícias.
Allah diz: “E não sigas aquilo de que não tens conhecimento” (Al-Isra 17:36)
Transmitir algo falso ou não verificado pode tornar-se uma forma de injustiça social.
Na visão islâmica, a palavra nunca é neutra. Ela pode ser forma de justiça ou forma de corrupção. Por isso, o Profeta (SAW) ensinou: “Quem crê em Allah e no Último Dia, que diga o bem ou permaneça em silêncio.”
Esse princípio mostra que falar também é um acto espiritual e moral. Quando a ética da verdade enfraquece as pessoas compartilham antes de verificar, acreditam antes de compreender, reagem antes de reflectir e defendem narrativas antes de procurar evidências. Isso mostra mais uma vez que o problema da desinformação não é apenas intelectual, mas moral e espiritual.
A ética da verdade é o que protege a estabilidade social e a própria dignidade humana. Allah diz: “Ó vós que credes! Temei a Allah e sede com os verídicos.” (At-Tawbah 9:119)
Observe que o versículo não fala apenas de “dizer” a verdade, mas de “estar com os verídicos”, mostrando que a verdade é também uma cultura moral e social.
Uma civilização se fortalece quando a verdade possui mais autoridade que o boato, mais valor que a emoção e mais peso que os interesses momentâneos.
A afirmação de que “um toque no ombro pode causar atrofiamento dos órgãos genitais” é sem qualquer base médica, científica ou fisiológica. O muçulmano deve lidar com este tipo de afirmações com uma postura de crente responsável e consciente da verdade.
A voz da prosperidade
Sheikh Muhammad Tacuane



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