Um Estado laico não existe para hostilizar a religião, mas para manter a neutralidade em relação às diferentes crenças e proteger a liberdade religiosa de todos os cidadãos. O Alcorão estabelece princípios que se aproximam dessa lógica de respeito à diversidade religiosa e de rejeição da imposição de crenças. Entre esses princípios destaca-se a afirmação:

“Para vós a vossa religião, e para mim a minha religião.” (Alcorão 109:6)

Neste versículo, expressa-se a ideia de respeito mútuo, sem imposição ou hostilidade, conceito que se aproxima da neutralidade que fundamenta a laicidade.Nenhuma crença deve ser marginalizada, e nenhuma identidade deve ser silenciada.

Gostaria de esclarecer aos nossos irmãos e compatriotas que o hijab, enquanto identidade da mulher muçulmana, não constitui um costume importado. Trata-se, antes, de uma expressão autêntica da sua religiosidade e da sua consciência de fé.

Para muitas mulheres muçulmanas, o hijab representa um símbolo de compromisso com os valores espirituais do Islam, sendo, portanto, parte integrante da sua identidade religiosa e da forma como escolhem viver e manifestar publicamente a sua fé.

Por último deixo aqui um apelo que uma nação forte constrói-se quando seus cidadãos aprendem a conviver e respeitar a pluralidade, reconhecendo que ela não é uma ameaça, mas um caminho para a paz social, a dignidade humana e a unidade nacional.

A voz da prosperidade

Sheikh Muhammad Tacuane