O artefacto atingiu directamente os terminais de passageiros e as áreas de embarque no momento em que centenas de civis aguardavam conexões e voos domésticos ou internacionais.

Entre as vítimas fatais e os feridos estavam diversos peregrinos da Umrah e fiéis a caminho dos locais sagrados do Isslam, como a Mesquita Sagrada, Masjid al-Haram, em Makkah, e a Mesquita do Profeta, Masjid an-Nabawi, em Madina.

Segundo os dados divulgados pela GACA, o balanço inicial confirmou a morte de quatro cidadãos sauditas, dois bengaleses e passageiros vindos dos Estados Unidos, Egipto, Jordânia, Síria, Palestina e Sudão.

Relatos posteriores indicaram que o número de mortos subiu após o falecimento de um cidadão indiano que sucumbiu aos ferimentos no hospital no dia seguinte ao ataque. Até ao momento, não há registo de cidadãos moçambicanos ou de outros países de língua portuguesa entre as vítimas mortais ou feridos gravemente no incidente.

Entre os relatos confirmados pelas autoridades e por familiares, destaca-se o caso de Hafiz Mufti Mohammad Nasrullah Badarpuri, de 35 anos, estudioso islâmico e professor de madraça em Bangladesh.

Ele viajava acompanhado de um grupo de 45 peregrinos bengaleses e aguardava o cartão de embarque para Makkah quando o míssil atingiu o terminal, deixando também nove membros de seu grupo gravemente feridos e um desaparecido.

Outro caso registado foi o de Mohammed Yousuf Ali, um profissional de TI indiano de 46 anos que residia em Riade há cerca de uma década. Ele aguardava no aeroporto com sua família para viajar em peregrinação a Madina quando foi atingido no impacto. Ali faleceu no hospital no dia 11 de outubro. Sua esposa e seus dois filhos adolescentes sofreram ferimentos graves, precisando de intervenções cirúrgicas, enquanto sua filha de 11 anos escapou ilesa. A Embaixada da Índia em Riade actua no suporte à família e nos trâmites para a repatriação do corpo.

As equipas de socorro da capital saudita continuam o atendimento aos mais de 300 feridos distribuídos em hospitais da região, enquanto a coalizão e as forças de segurança locais reforçaram os protocolos de defesa e monitoramento nas instalações aeroportuárias do país.