A proposta foi aprovada por 50 votos a 36 no parlamento composto por 120 membros. Defendida pelo deputado Zvika Fogel, do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, a medida ainda precisa passar por mais três votações em plenário antes de se tornar lei definitiva.

A lei estipula que nenhum sistema de som poderá ser instalado ou operado em mesquitas sem autorização prévia expressa, concedendo à polícia o poder de confiscar os equipamentos e aplicar multas administrativas em caso de descumprimento.

Os defensores da proposta, que foi apoiada pelo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, argumentam que a medida não possui motivação religiosa, mas sim de ordem pública e ambiental, focada no combate ao que classificam como “ruído excessivo”.

Por outro lado, a proposta gerou forte indignação e forte rejeição entre lideranças palestinas e parlamentares da oposição israelita, que acusam o governo de visar deliberadamente a minoria muçulmana, a qual representa cerca de 20% da população do país.

Em comunicado oficial, Rawhi Fattouh, chefe do Conselho Nacional Palestino, condenou veementemente a votação, descrevendo a medida como um “crime e terrorismo legislativo”, além de “uma violação flagrante da liberdade de culto e crença”.

Críticos também apontam que proibir ou reduzir drasticamente o alcance dos alto-falantes descaracteriza a função prática do adhan, que serve historicamente para notificar os fiéis sobre os horários exactos das cinco preces diárias, incluindo a oração da alvorada (Fajr), em vez de funcionar meramente como um ritual recitado de forma interna.