Guterres destacou que, em meio a um cenário de conflitos e instabilidade, milhões de muçulmanos carregam consigo a dor da discriminação. Para o Secretário-Geral, o quotidiano de muitas minorias religiosas é marcado por exclusão, marginalização socioeconómica e vigilância injustificada.
Na ocasião a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, afirmou que as tecnologias modernas, que deveriam unir a humanidade, estão, na verdade, a “acelerar a disseminação de desinformação e preconceito a uma velocidade sem precedentes”.
Guterres reforçou esta preocupação, apontando que o assédio e o vandalismo contra mesquitas são ataques directos aos valores de sociedades inclusivas. Para Baerbock, o combate a esse fenómeno transcende a religião.
“Combater a islamofobia não se trata apenas de defender uma comunidade religiosa. Trata-se de defender nossa humanidade compartilhada”, sublinhou.
O Secretário-Geral instou os governos a introduzirem medidas que salvaguardem a igualdade e exortou as plataformas digitais a fazerem mais para prevenir o discurso de ódio.
Com o fim do mês de Ramadhan se aproximando, ele concluiu reforçando que “o silêncio diante do ódio só permite que ele se espalhe”, apelando a uma resposta global baseada nos princípios de dignidade e direitos humanos.

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