Em representação dos muçulmanos, o Sheikh Abdulkadr Dahate, trouxe uma perspectiva ética e religiosa sobre o papel de cada cidadão na partilha de informação.

De acordo com a nota da instituição, as pesquisas activas do ARPAC abrangem boatos de grande impacto psicossocial, que vão desde mitos sobre o uso de redes mosquiteiras e superstições até narrativas alarmistas como o “alegado encolhimento de órgãos genitais, etc.”, exigindo uma acção conjunta para travar a propagação destas “fake news” locais.

O cerne do debate foi marcado pela intervenção do Sheikh Abdulkadr Dahate, que fez questão de sublinhar o posicionamento ético da sua fé perante este fenómeno actual ao declarar categoricamente que “o Isslam incentiva a verificação das informações antes de as transmitir”.

O líder religioso elevou o debate para além da esfera puramente civil, lembrando aos presentes que a busca pela verdade é uma obrigação espiritual e que “contribuir para a redução da desinformação é uma responsabilidade individual e colectiva”.

Com base neste princípio de rigor e responsabilidade, o Sheikh apresentou directrizes práticas para o quotidiano dos cidadãos, exortando a comunidade a “verificar antes de partilhar” e a “consultar várias fontes” para blindar a sociedade contra boatos maliciosos.

O representante islâmico instou ainda todos a “desenvolver o pensamento crítico” e a “promover a literacia digital”, ferramentas que considera essenciais na era das redes sociais.

Para os casos em que a mentira já está em circulação, o Sheikh recomendou que se deve “corrigir com sabedoria e respeito”, além de “denunciar conteúdos falsos”. O encontro encerrou com um forte apelo partilhado para que as lideranças e os espaços de culto sigam este preceito de verificação rigorosa, servindo como pilares de verdade e coesão social na Província de Maputo.