Num discurso focado na estabilidade da família, o pregador sublinhou que a dissolução do casamento é um recurso extremo que exige responsabilidade e o cumprimento estrito das etapas de reconciliação.
Com o tema “O divorcio no Isslam”, o orador iniciou a sua palestra explicando a posição da religião perante a ruptura conjugal.
“O divórcio é um assunto que o Isslam permite, mas não incentiva, é algo que deixa Allah zangado”, declarou o Maulana, questionando a plateia sobre os conflitos domésticos e lembrando que “o casamento não foi criado para ser um campo de guerra constante”.
Fundamentando a sua intervenção no Sagrado Alcorão, o pregador explicou que a vida a dois assenta na tranquilidade, no amor e na misericórdia . Segundo o orador, a compaixão mútua torna-se o pilar decisivo na maturidade do casal.
“O amor é algo que, com o tempo, pode diminuir. Quando diminui, é a misericórdia que entra em acção e faz o casal permanecer unido até à velhice”, afirmou, advertindo que o contrato matrimonial não pode ser tratado levianamente.
O líder religioso detalhou ainda o impacto social da separação, apontando a discórdia familiar como o principal objectivo das forças do mal.
Citando o ensinamento profético sobre as artimanhas de satanás, o Maulana frisou as consequências que ultrapassam os cônjuges.
“Quando ocorre um divórcio, não se estão a separar apenas duas pessoas; estão a separar-se duas famílias e a afastar-se os filhos dos seus pais”, salientou, destacando o sofrimento das crianças e os prejuízos socioeconómicos que decorrem da divisão de bens.
Antes de concluir, o pregador recordou que as regras islâmicas estabelecem salvaguardas obrigatórias antes da efectivação do divorcio, incluindo a mediação de conselheiros de ambas as famílias e a proibição de decretar o divórcio durante o período menstrual.
Explicou também que a esposa tem o direito de cumprir o período de espera de três meses, na residência familiar, sob a responsabilidade financeira do marido. (Ekibal Seda)

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