Para a Primeira-Dama, a influência moral, o acolhimento e a orientação espiritual que os líderes religiosos exercem sobre os lares moçambicanos são pilares indispensáveis para que a sociedade assuma o compromisso colectivo de rejeitar como inevitável qualquer morte infantil por causas preveníveis.

Gueta Chapo elevou a sobrevivência das crianças ao estatuto de causa nacional , defendendo que a responsabilidade de proteger a vida desde a gestação até ao pleno desenvolvimento não recai apenas sobre o Estado, mas constitui um dever sagrado partilhado pelas famílias e, muito especialmente, pelas lideranças religiosas que moldam os valores nas comunidades.

“A vida de uma criança está acima de todas as diferenças políticas, religiosas, étnicas e regionais. A única bandeira é que esta criança pertence ao território moçambicano”, destacou a Primeira-Dama, instando os líderes de todas as confissões a unirem as suas vozes e acções acima de quaisquer divisões, focando-se exclusivamente na preservação da vida.

Ao caracterizar a estrutura social do país, a Esposa do Chefe de Estado sublinhou que nenhum progresso ou estratégia de desenvolvimento será plenamente bem-sucedido enquanto a nação continuar a perder os seus filhos para males que a ciência e a boa assistência sabem prevenir.

Reconhecendo que persistem graves desafios comunitários, a Primeira-Dama apontou as lideranças religiosas e comunitárias como os parceiros mais vitais na linha da frente para consciencializar as populações e disseminar informação que salva vidas.

A Primeira-Dama rendeu também homenagem às mães, parteiras, voluntários e aos próprios líderes religiosos e comunitários que já actuam de forma abnegada nas zonas mais vulneráveis, apelidando-os de “verdadeiros heróis silenciosos da sobrevivência infantil”.

Com a oficialização do PASI 2026-2030, as confissões religiosas são agora chamadas a integrar activamente esta campanha nacional, assegurando que os locais de culto e de ensino religioso funcionem como autênticos faróis de protecção, saúde e dignidade para as mães e crianças moçambicanas.