Entre os temas de maior destaque abordados esteve a concorrência desleal motivada pelo crescimento do comércio informal através das redes sociais.

A AMEEM alertou o Secretário de Estado para o facto de “verdadeiros importadores comercializam produtos sem suportar os impostos e custos das empresas formais”.

A associação sublinhou a gravidade do cenário ao avisar que “esta situação já está a levar alguns lojistas a considerar fechar as suas lojas e passar para a informalidade”, defendendo, por isso, “maior regulamentação e fiscalização para proteger quem investe, cria emprego e paga impostos”.

Para além do comércio informal, o debate abrangeu tópicos centrais para o desenvolvimento económico do país, incluindo industrialização, agricultura, produção nacional, escassez de divisas, conjuntura económica geral, dívidas do Estado aos fornecedores e as restrições às importações.

Foi também examinada a concorrência desleal sofrida pelas empresas nacionais em relação a algumas empresas estrangeiras, reforçando-se a necessidade de se criarem melhores condições de actuação para o empresariado moçambicano.

Em relação ao sector dos produtos cerâmicos e às recentes restrições às importações, a AMEEM informou que foram alcançados progressos significativos. Segundo a nota, “conseguimos avanços em alguns dos pontos defendidos pela AMEEM, podendo surgir oportunidades concretas para vários dos nossos membros”.

Por seu turno, António do Rosário Grispos apresentou oportunidades de investimento, incentivando os empresários a apostarem no sector industrial, e partilhou informações sobre novas medidas governamentais que estão a ser preparadas.