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Sheikh Aminuddin Mohammad defende uso do hijab como símbolo de dignidade e refuta estigma de opressão

Sheikh Aminuddin Mohammad defende uso do hijab como símbolo de dignidade e refuta estigma de opressão
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Redação Autor
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O Sheikh Aminuddin Mohammad, defendeu, em Maputo, que o uso do vestuário islâmico não deve ser interpretado como um sinal de opressão, mas sim como uma afirmação de identidade e protecção da honra. O sheikh falava durante a abertura do programa “Hijab: Conversas e Exposição”, organizado pelo Gabinete Feminino do Conselho Islâmico de Moçambique.

O líder religioso apelou a um maior esclarecimento sobre o tema para combater preconceitos e a crescente islamofobia global. Razão pela qual ele estabeleceu uma clara distinção teológica entre o hijab, conceito amplo de cobrir o corpo, e o niqab, o pano que oculta a face, lamentando que a falta de conhecimento técnico leve a confusões e divisões na sociedade.

Para o Sheikh, o aco de vestir é um pilar da civilização humana, argumentando que a grande diferença entre o ser humano e os animais reside no vestuário. Segundo o líder religioso, o instinto de cobrir o corpo tem raízes na criação e, por isso, a exposição descuidada representaria um retrocesso cultural.

“Quanto mais você deixa de vestir e cobrir o corpo, você está a aproximar-se mais aos animais”, afirmou o líder, sublinhando que a privacidade corporal exige cautela e respeito.

Ao abordar a polémica sobre a obrigatoriedade de cobrir o rosto, o Sheikh fundamentou-se na visão da maioria dos juristas islâmicos para defender que a face e as mãos podem ficar descobertas, criticando as interpretações de “linha dura” que tentam impor o niqab como regra absoluta, o que poderia dificultar a integração da mulher em esferas como o ensino e o trabalho.

O líder religioso destacou ainda o que classificou como a “ironia dos nossos tempos”, ao comparar o respeito conferido a mulheres de outras religiões que vestem de forma rigorosa, como as freiras católicas, com o desprezo sofrido pelas muçulmanas.

“Por causa daquela islamofobia, se alguma mulher muçulmana veste mais ou menos igual é desprezada, é humilhada”, alertou, mencionando as sanções e multas impostas em alguns países. Para o Sheikh, essa discriminação ignora o propósito espiritual do traje, que visa garantir a segurança e o respeito mútuo na sociedade.

Ao encerrar, Sheikh Aminuddin Mohammad, reiterou que o hijab é uma medida de precaução e não de coerção.

“Colocar um cadeado na porta da casa não significa que se esteja acusando os demais cidadãos de serem ladrões”, comparou, explicando que o vestuário não é instituído por falta de confiança na conduta da mulher, mas como uma salvaguarda.

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