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Peregrino moçambicano Ali Mamade perde a vida em Makkah a poucos dias do início do Hajj

Peregrino moçambicano Ali Mamade perde a vida em Makkah a poucos dias do início do Hajj
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Redação Autor
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O peregrino moçambicano Ali Mamade, também conhecido por Humberto Cunha, natural de Quelimane, perdeu a vida na manhã desta quinta-feira, 21 de Maio, em Makkah, a menos de três dias do início dos rituais do Hajj, o quinto pilar do Isslam.

Ele encontrava-se na cidade santa a acompanhar a sua esposa, Olga Assunção. Segundo apurou o Espaço Islâmico, a causa da morte esteve associada a complicações de saúde. O seu estado de começou a piorar durante a viagem e agravou-se criticamente hoje, não tendo o cidadão resistido.

A deslocação do casal não decorreu do sorteio regular de vagas, tendo sido fruto de uma oferta do empresário Momade Bachir, presidente da Mesquita Hassan Hussein, que os integrou na comitiva dos 100 peregrinos contemplados para esta época de Hajj.

Até ao momento, ainda não há informações detalhadas sobre a realização do Janazah (as cerimónias fúnebres). Nesta fase, o Comité Moçambicano de Facilitação para Hajj e Umrah encontra-se a tratar das necessárias diligências burocráticas junto das autoridades locais, para que todo o processo decorra com a maior facilidade e rapidez possível.

Sobre esta perda, o Amir dos peregrinos, Maulana Ilyaas Seedat, prestou declarações ao Espaço Islâmico, a partir de Makkah, e partilhou o seu testemunho sobre o falecido. “Ele é o mais felizardo de todos nós. Porque teve esta morte no caminho de Allah, enquanto está na viagem de Hajj, e em Makkah al-Mukarramah”, disse o amir.

Maulana Ilyaas explica que ele foi um dos companheiros da linha da frente do trabalho do Tabligh. E foi um dos membros fundadores do Darul Uloom Islamia de Quelimane.

Em jeito de conselho, os familiares do falecido em Moçambique, Maulana Ilyass deu força e lembrou-lhes que “é o caminho de todos nós. Todos nós temos que ir e só Allah Ta'ala é que sabe quando é que vai ser. Neste caso, é uma morte que toda a família deve sentir-se orgulhosa”.

Esta perda evoca a memória de outros cidadãos moçambicanos que perderam a vida em solo sagrado durante a peregrinação e que hoje repousam no emblemático cemitério de Jannatul Baqi, em Madina.

Um dos casos mais marcantes na memória da comunidade ocorreu em 2023 com Apa Naira, professora na Madrassa Fátima Zahra e revertida ao Isslam. Após concluir os rituais do Hajj, ela sofreu uma queda no Monte Jabal Al-Rahmah, durante o Dia de Arafah, enfrentando complicações de saúde que culminaram na sua morte dias depois.

Outro episódio semelhante deu-se em 1998 com o Senhor Mebube que, apesar de ser uma pessoa com deficiência, viajou através do grupo MBS para realizar o sonho da peregrinação.

 

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